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Discurso do Cônsul Geral da China no Rio de Janeiro Sr. Song Yang na recepção em Comemoração do 66º Aniversário da Proclamação da República Popular da China
2015/09/26
 

 

    Neste momento de grande alegria em que comemoraremos o sexagésimo sexto aniversário de proclamação da República Popular da China, enquanto milhões de famílias chinesas celebrarão o tradicional Festival da Lua, também conhecido como a Festa do Meio Outono, gostaria de expressar, em nome do Consulado Geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, e no meu próprio, as boas vindas e os nossos agradecimentos, e transmitir as cordiais saudações do Exmo. Sr. Embaixador Li Jinzhang, a todos os convidados presentes aqui hoje.

    Para compreender a tendência mundial, precisamos entender a China. Nesta semana, antes da Visita de Estado aos Estados Unidos, o Presidente da China Xi Jinping aceitou uma entrevista por escrito do "Wall Street Journal", e durante a visita, ele proferiu um importante discurso em Seattle, transmitindo assim uma verdadeira Voz da China. O mundo inteiro está as interpretando com grande atenção. Neste contexto, há três pontos de vista sobre a China que gostaria de lhes apresentar:

    A China é uma força importante na manutenção da paz e da justiça. Neste ano comemora-se o septuagésimo aniversário da vitória da Guerra Patriótica Chinesa e da Guerra Mundial Anti-Fascista. Setenta anos atrás, a China deu contribuições indeléveis tanto para a vitória da Guerra Mundial Anti-Fascista, no campo principal de batalha oriental, quanto para o estabelecimento da ordem internacional no pós-guerra, contando com o sacrifício de um terço das vítimas mundiais dentre civis e militares. Tais contribuições permanecerão eternamente registradas na história da paz mundial. Como a Fênix que renasce das cinzas, a civilização chinesa de cinco mil anos iniciou sua nova jornada rumo ao rejuvenescimento da nação chinesa. A China valoriza a paz e a manutenção da paz, e por isso, continuará inabalavelmente a seguir o caminho do desenvolvimento pacífico. O Presidente Xi Jinping anunciou um corte de trezentos mil das forças armadas chinesas durante a conferência de comemoração da Grande Vitória. A China está confiante sobre seu trajeto, sua teoria e seu sistema, e acredita na vitória da justiça, da paz e do povo.
    A China é uma força importante na promoção do desenvolvimento e prosperidade. O Crescimento do PIB da China no primeiro semestre do ano corrente atingiu 7%, com a previsão de alcance do PIB para 11 trilhões de dólares americanos até o final do ano, e sendo a segunda economia mundial pela sexta vez consecutiva, representa quase 13% do PIB mundial. Os 7% de crescimento do PIB chinês do ano equivalem ao PIB da vingésima economia do mundo. Após a crise financeira de 2008, a contribuição da China para a taxa de crescimento da economia mundial tem se mantido em torno de 30%.
Atualmente, com a fraca recuperação da economia mundial, a China manteve um ritmo médio a rápido do crescimento econômico, estabelecendo assim um novo padrão de normalidade.Em vez de velocidade da corrida de 100 metros, nós fizemos os ajustamentos adequados, a fim de alcançar o desenvolvimento sustentável, continuando a liderar a maratona da economia mundial. A economia chinesa não fará o "hard landing", sem arrastar ninguém. Nós ainda somos a locomotiva. A economia da China está acelerando a otimização da estrutura industrial para um novo nível intermediário-avançado.

    A China está desenvolvendo o seu mercado de consumo de 1,3 bilhões de habitantes, com um PIB per capita superior a sete mil dólares americanos. A contribuição do consumo interno para o crescimento econômico atingiu 60%. O crescimento da renda da população excede o crescimento econômico, criando novos empregos constantemente. Temos novecentos milhões de trabalhadores diligentes. As atividades empreendedoras e inovadoras da massa chinesa fazem a Renovação da China, uma nova fonte para a construção de um caminho de felicidade ao povo chinês.

    Com a abertura e a integração chinesa ao mercado mundial, a China continua a ser o destino de investimento mais desejado do mundo. Em 2014, a China foi o maior destino de investimentos estrangeiros, com o valor total de 120 bilhões de dólares americanos. Ao mesmo tempo, a China está reforçando o investimento no exterior, promovendo a iniciativa de construção de Faixa Econômica da Roda de Seda e a Roda de Seda Marítima do Século XXI, oferecendo oportunidades de cooperação na capacidade de produtividade com alvo de promover a formação de uma melhor cadeia produtiva global. As reservas de divisas da China continuam a liderar o ranking mundial, pela nona vez consecutivamente, com uma elevada taxa de poupança familiar. A moeda chinesa está aos poucos se internacionalizando, e continua uma moeda forte, em comparação com outras moedas. Coitadinhos aqueles que creram na Teoria do Colapso da China. Eles devem estar se lamentando profundamente, porque quem entrou em colapso foram seus corações. Isso me faz lembrar uma canção em inglês: Don't worry,be happy.

    A China é uma força importante na promoção do intercâmbio cultural e na aprendizagem mútua. Após a bem sucedida realização dos Jogos Olímpicos de Verão em 2008, Beijing foi escolhido para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, junto com a cidade vizinha ZhangJiaKou. Beijing se tornou a primeira cidade sede de Jogos Olímpicos de Verão e de Inverno da história Olímpica. As duas cidades irmãs,  o Rio de Janeiro e Beijing estão mais uma vez aprofundando o relacionamento dos esportes olímpicos.

    Estou convencido de que o Rio de Janeiro e Beijing farão sucesso ao sediarem os Jogos Olímpicos, contribuindo para o desenvolvimento do movimento e da divulgação do espírito olímpico, e oferecendo uma festa emocionante, excelente e extraordinária para o mundo inteiro. A China tem o maior número de turistas com o maior poder de compra. Já foram registradas no ano passado mais de cem milhões de saídas turísticas do país. No ano que vem, além de receber as delegações Olímpicas, o Rio de Janeiro também receberá muitos turistas chineses apaixonados pelo Brasil. Espero que o Brasil possa recebê-los com os braços abertos.
   

    Meus amigos, senhoras e senhores,
    O Presidente Xi Jinping enfatizou, no encontro com a Presidente Dilma Rousseff, em julho do ano corrente, que a China e o Brasil têm se tornado bons amigos, sendo parceiros baseados na cooperação ganha-ganha e no desenvolvimento comum. A árvore das relações Brasil-China será cada vez mais frondosa e vibrante. Também tenho três comentários sobre isso:

    Entre amigos há mais trocas de visitas e intercâmbios. No início do ano, o Enviado Especial do Presidente Xi Jinping, Vice Presidente da China Li Yuanchao, participou da cerimônia de posse de Dilma Rousseff, no segundo mandato, como Presidente da República no início do ano. O Primeiro-Ministro Li Keqiang realizou uma visita oficial ao Brasil em maio. O Vice Primeiro-Ministro Wang Yang visitou o Brasil e co-presidiu Quarta Reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Consertação e Cooperação junto com Vice-Presidente Michel Temer. O Chanceler brasileiro Mauro Vieira participou da primeira reunião Ministerial do Foro CELAC-China em Beijing. O Enviado Especial da Presidente Dilma Rousseff, o Ministro da Defesa Jaques Wagner participou das atividades comemorativas do septuagésimo aniversário da Grande Vitória da Guerra Patriótica Chinesa e da Guerra Mundial Anti-Fascista em Beijing.
    Bons parceiros estão sempre de mãos dadas. O efeito da vinculação econômica China-Brasil está cada vez mais proeminente, levando os dois países a atuarem como uma comunidade conjunta de desenvolvimento. Neste ano, ambos os países estão passando por dificuldades temporárias. De acordo com as estatísticas, no primeiro semestre do ano corrente, a balança bilateral foi 34,24 bilhões de dólares americanos, com 19,27% a menos do que com relação ao mesmo período do ano passado.

    Apesar disso, ambos os países continuam a cooperar-se intensamente e a China não diminuiu a importação do Brasil. Entre janeiro e agosto do ano corrente, as importações de petróleo bruto da China cresceram 10%, as de soja subiram 7%, e as de minério de ferro foram 600 milhões de toneladas, a mesma quantidade do mesmo período do ano passado. A China mantém-se como o maior parceiro comercial e o destino de exportação mais confiável do Brasil. A China está se tornando um parceiro de investimento importante para o Brasil. Cada vez mais empresas chinesas entram no país trazendo investimentos, oportunidades de emprego e cumprindo as responsabilidades sociais.
    No início deste ano, o Presidente Xi Jinping lançou duas metas para a década: A realização da balança comercial de quinhentos bilhões de dólares americanos, entre a China e a América Latina, e o estoque de investimentos chineses na América Latina de duzentos e cinquenta bilhões de dólares americanos. Para tal realização, o Primeiro-Ministro Li Keqiang lançou durante a visita oficial ao Brasil um novo e importante modelo para as iniciativas de cooperação, conhecido como Três Triplos: Cooperação em conjunto com a parte latino-americana na construção de três canais, como logística, energia e informação. A realização de três interações positivas a nível empresarial, social e governamental. A expansão de três canais de financiamento, como fundos, créditos e seguros.
    Nesta cidade maravilhosa, o Primeiro-Ministro Li Keqiang participou da inauguração da "Exposição de Equipamentos e Manufaturados da China", passeou no trem da MetrôRio e na embarcação Pão de Açúcar ambos fabricados na China junto com representantes da sociedade brasileira, iniciando um novo patamar na cooperação Sino-Brasileira de capacidade produtiva. Os dois países concordaram em criar um Fundo Bilateral de 20 bilhões de dólares americanos, apoiando, sobretudo, projetos da cooperação de produção. O Brasil apoiou a iniciativa da China em criar o Banco de Investimento de Infraestrutura da Ásia e tornou-se um dos membros fundadores.
    Bons intercâmbios permitem que os dois povos irmãos possam se conhecer melhor. Os dois povos admiram mutuamente suas culturas, e por isso, esperam estreitar os contatos entre si. Hoje, as árvores de chá plantadas pelos chineses no Século XIX continuam vivas no Jardim Botânico, e a Vista Chinesa nos faz lembrar a história da imigração chinesa no Brasil. Cada vez mais chineses vêm viver no Brasil integrando-se harmoniosamente na sociedade brasileira.

    Há vários Institutos Confúcio, Salas de Aula Confúcio e escolas de língua chinesa no Brasil, cheios de alunos apaixonados pela cultura e pela língua.  Hoje, o Mês Cultural da China, realizado pelo Instituto Confúcio na PUC Rio, se encerra nesta recepção. Foram iniciadas também neste ano, as aulas de Mandarim da primeira dupla escola do país, o Colégio Estadual Matemático Joaquim Gomes de Souza, criado pelo Governo do Estado do Rio de Janeiro. Dois alunos do colégio, Kaio e Jonata, foram vencedores da Competição Preliminar Nacional de Proficiência em Língua Chinesa para Alunos do Ensino Médio. Eles irão à China participar da Competição Final representando o Brasil, visando alcançar seus respectivos "sonho chinês". 


    Amigos, compatriotas, senhoras e senhores,
    Um velho ditado diz: Firme e forte como bambu, não se abaixa perante as tempestades. O povo chinês se compromete a caminhar rumo ao "Sonho da China", e o "Sonho da China" com certeza será realizado. Outro ditado diz: O cavalo se testa no caminho, o coração se vê com o tempo. A China e o Brasil estão no mesmo barco, e a cooperação bilateral vêm se desenvolvendo cada vez melhor. Vamos brindar pela prosperidade da República Popular da China e da República Federativa do Brasil. Vamos brindar pela amizade entre os dois povos. Feliz Festival da Lua, Felicidades para todos nós !
    Obrigado!

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