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Assistente do Ministério de Relações Exteriores da China Publicou Artigo sobre Cúpula do G20
2018/11/30
 

No dia 29 de novembro de 2018, o Assistente do Ministério de Relações Exteriores da China, senhor embaixador Zhang Jun, publicou no Brasil 247 o artigo intitulado " Nossa prosperidade comum exige cooperação no comércio". Veja a íntegra do texto completo.

Dez anos atrás, uma mensagem inequívoca do G20 sobre a rejeição do protecionismo comercial e a promoção da globalização ajudou a economia mundial a sobreviver os tempos mais difíceis. Depois de meia década de crescimento decepcionante, os últimos dois anos testemunharam sinais de forte recuperação. Entretanto, essa promessa está começando a desaparecer, mesmo antes das negras nuvens se dispersarem. Esse ano, o FMI alertou repetidamente contra as feridas econômicas que resultam das medidas protecionistas. A escalada das tensões econômicas poderia reduzir o produto interno bruto global em mais de 1% nos próximos dois anos.

Mais do que antes, o mundo beneficia-se, porém, está dividido sobre o comércio e a abertura. A ordem internacional e instituições globais e regionais estão começando a ser questionadas. Estes assuntos serão abordados pelos líderes do G20 na cúpula de Buenos Aires deste mês.

Sabemos que a abertura e cooperação são vitais para melhorar a vida das pessoas em todo lugar. Sabemos também que eles são necessários para enfrentar os desafios impostos pelas pressões demográficas, mudanças climáticas e novas tecnologias. Contudo, devemos gerenciar as transições sabiamente então para que alguns não sejam deixados para trás ou sofram.

Primeiro, deveríamos salvaguardar o sistema multilateral baseado em regras. É impensável para a ordem internacional reverter a lei da selva. Devemos assegurar a autoridade e efetividade das regras estabelecidas pela comunidade internacional, sem descarta-las para conveniência nacional. A Organização Mundial do Comércio não é perfeita, mas incorpora o sistema de comércio multilateral e serve/atende os interesses comuns de todos seus membros. Qualquer emenda às regras deve passar por ampla consulta, assegurando direitos iguais e oportunidades para os países em desenvolvimento. Qualquer reforma da OMC não deve se desviar ou diluir seus valores fundamentais e princípios básicos. Questões relacionadas ao seu funcionamento e à própria existência deve ser uma prioridade.

Terceiro, o benefício do comércio tem que ser mais amplamente compartilhado. Nos últimos 25 anos, o comércio alavancou novas tecnologias para aumentar a produtividade em todo o mundo, ajudou a reduzir a pobreza extrema global em mais da metade e criou milhões de empregos com salários mais altos. A Cooperação Internacional é indispensável; a maior transferência tecnológica entre países em termos mutuamente acordados facilitará a adaptação global. A proteção de direitos de propriedade intelectual deveria ser um ímpeto ao invés de ser um obstáculo para o mundo entrar na nova era industrial.

China é não é nem o governante nem o maior vencedor da globalização. Mas nós estamos determinados a seguir as regras e conversar com os outros. No esforço de abertura e integração na economia mundial, a China está comprometida com a liberalização e facilitação do comércio e investimento, protegendo ao mesmo tempo os direitos legais dos investidores estrangeiros. Recentemente, recebeu a primeira Exposição Internacional de Importações da China e fará isso todos os anos, demonstrando uma firme convicção em defender o livre comércio e compartilhar a prosperidade comum.

Henry Morgenthau disse em Bretton Woods em 1944: "Prosperidade, como a paz, é indivisível. Não podemos nos dar ao luxo de tê-lo disperso aqui ou ali entre os afortunados ou para aproveitá-lo à custa dos outros." A história nos diz que o comércio e a abertura são benéficos para aqueles que os abraçam, e somente se unindo podemos promover um melhor futuro para todos os nossos povos, não podemos fazer sozinhos.

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