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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre parceria entre China e América Latina
2018/10/31

No dia 30 de outubro de 2018, o Embaixador Li Jinzhang publicou no jornal Correio Braziliense o artigo intitulado "Parceria entre China e América Latina é Imune a Ruídos ". Veja a íntegra do texto.

Nos últimos anos, a parceria entre a China e a América Latina tem produzido excelentes resultados e trazido benefícios para as populações de ambos os lados. No entanto, isso também gera forte inquietação para alguns e, consequentemente, dá origem a teorias como a "ameaça chinesa" e a "armadilha da dívida", ameaçando os países da região para não fazerem negócio com a China. Parece que querem instalar uma "cortina de ferro" e ressuscitar a Doutrina Monroe. Os fatos falam por si. Mesmo num momento em que o protecionismo, o unilateralismo e o populismo pairam sobre o mundo, acredito que a cooperação sino-latinoamericana permanecerá imune a esses ruídos.

- A tese de que "a China desafia a liderança de uma certa parte na América Latina" vem de um raciocínio equivocado com base no hegemonismo.

O destino da América Latina está nas mãos das próprias nações latino-americanas, e não nas mãos de um país em particular. O relacionamento entre a China e a região é aberto e inclusivo, sem visar uma terceira parte, nem desafiar ou substituir a suposta liderança de ninguém. A China persiste no caminho de crescimento pacífico e de cooperação com benefícios mútuos. Esse é o espírito que se reflete na iniciativa "Um Cinturão, Uma Rota", cujo principal diferencial em relação a uns outros planos na história são justamente os princípios de desenvolvimento compartilhado através de consulta e colaboração. Visa a criar sinergia e contruir parcerias, em vez de erguer muros com a mentalidade da Guerra Fria. A convergência entre a iniciativa "Um Cinturão, Uma Rota" e as estratégias de desenvolvimento da América Latina é aberta à participação trilateral ou plurilateral.

- As etiquetas de "imperialismo" ou "neocolonialismo" da China são reações de quem se incomoda ao ver o crescimento das relações entre o país asiático e as nações latino-americanas.

A China não tem histórico de expansionismo ou invasão de outros países, em nenhum momento na História manteve colônias. Nossas relações com a América Latina não seguirão o velho caminho do colonialismo, mas sim, baseiam-se em princípios como igualdade, benefício recíproco, abertura e respeito mútuo, sem a imposição de qualquer condição política. Nos últimos cinco anos, o presidente Xi Jinping visitou a região três vezes e realizou reuniões bilaterais com dirigentes de quase todos os países. Esses encontros serviram para levar a parceria a uma nova fase, fortalecer a voz conjunta em defesa do multilateralismo e do sistema de comércio livre, buscar um crescimento equilibrado e sustentável, assim como salvaguardar os direitos legais e legítimos dos países em desenvolvimento e das economias emergentes. Quem aponta dedos só demonstra que está incomodado com isso.

- As teorias da "ameaça" e da "armadilha da dívida" são mal-intencionadas, a fim de atrapalhar as relações bilaterais.

Ao longo da última década, o comércio entre a China e a América Latina cresceu 20 vezes, de maneira que a China é hoje o segundo maior parceiro comercial da região e, durante nove anos, o maior parceiro do Brasil. O estoque de investimento chinês superou a casa de US$ 200 bilhões e as mais de 2 mil empresas chinesas operando na região criaram mais de 1,8 milhão de empregos. Essa parceria prosperou sobre os pilares de comércio, investimento e finanças e trouxe ganhos reais para a população local. No mês que vem, a primeira Feira Internacional de Importação da China reafirmará o compromisso chinês com a estabilidade e a prosperidade do mundo. Abrir as portas ou aumentar as barreiras, que medida será mais bem acolhida?

Os rumores param com pessoas sensatas. Uma China no caminho da paz, cooperação e abertura trará à América Latina e a todos os países do mundo oportunidades e não desafios. A difamação e acusações sem fundamento só trarão agenda negativa e entraves ao crescimento e à estabilidade regional, mas nada impedirá o desenvolvimento robusto da parceria entre a China e América Latina.

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