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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre Fórum de Davos de Verão
2017/07/11

Por ocasião do 11º Fórum de Davos de Verão, evento em que o premiê chinês Li Keqiang deu um discurso especial, o Embaixador Li Jinzhang publicou no dia 10 de julho no Correio Braziliense um artigo intitulado Promover o Crescimento Econômico Inclusivo. Veja a íntegra do texto completo.

Teve lugar, nos últimos dias na China, o 11º Fórum de Davos de verão, onde mais de 2 mil representantes mundiais discutiram e deram suas contribuições para o tema "Alcançar o crescimento inclusivo durante a quarta revolução industrial". Na cerimônia de abertura, o premiê chinês Li Keqiang trouxe suas visões sobre o tópico focando na reforma e no desenvolvimento da economia chinesa.

Ele compartilhou as experiências da China na melhoria de sua economia. Visando enfrentar os desafios ao crescimento econômico, o governo chinês vem implementando, nos últimos anos, uma reestruturação através de reforma e inovação para que a economia chinesa, antes demasiadamente dependente do investimento e da exportação, passe a ser alavancada mais pelo consumo, serviços e demanda do mercado interno. Em 2016, o consumo contribuiu com 64,6% para o crescimento econômico, tornando-se o principal vetor, enquanto o setor terciário já responde por 51,6% do crescimento. Além disso, a percentagem do saldo em conta corrente no PIB baixou para 1,8%. São provas da mudança da estrutura econômica chinesa e da melhoria da sua qualidade, que garante a estabilidade e a continuidade do crescimento. No primeiro trimestre deste ano, a economia da China cresceu 6,9%, mostrando uma tendência positiva para o ano, de maneira que várias organizações internacionais e instituições de pesquisa elevaram suas previsões para a economia chinesa em 2017.

O premiê apresentou as propostas da China para um desenvolvimento global inclusivo. A iminente quarta revolução industrial dará forte impulso à economia mundial, mas, ao mesmo tempo, também trará desigualdade dos benefícios e impactos a indústrias tradicionais e ao emprego. Um crescimento inclusivo deve ter como pilar a defesa da globalização econômica, aproveitando plenamente seu papel na promoção de fluxo de bens, capitais e de pessoas, e na oferta de um maior mercado aos produtores e mais opções aos consumidores. Paralelamente, os países devem se adaptar e conduzir, da melhor forma, essa globalização, aprimorando os arranjos institucionais que buscam eficiência e equidade, de modo que o desenvolvimento seja sustentável e traga benefícios e oportunidades iguais a todos.

Ele ainda compartilhou com todos as práticas da China para o crescimento inclusivo, sobretudo na elaboração de estratégias, mecanismos institucionais e iniciativas concretas, criando o próprio caminho conforme as condições nacionais.

O emprego foi escolhido como prioridade, com a implementação de uma política proativa. Adotou-se uma série de medidas para criar postos de trabalho, garantindo que, pelo menos, um membro da família tenha renda estável. Em anos recentes, o aumento anual do emprego ultrapassa os 13 milhões na área urbana, onde a taxa de desemprego se mantém em torno de 5%.

A sociedade civil está cada vez mais envolvida no empreendedorismo e na inovação. Com uma estratégia de desenvolvimento voltada para a inovação, o público é incentivado a empreender e inovar e as entidades unem-se para aliar inteligência e força com o objetivo de baixar o custo do empreendedorismo e da inovação, tornando-os mais rápidos e eficientes.

O bem-estar do povo está melhorando. Três redes nacionais foram criadas para atender as questões de aposentadoria, serviços básicos de saúde e educação obrigatória. Atualmente, medidas precisas estão em vigor para ajudar a população mais necessitada, de maneira que até 2020, 40 milhões de pessoas na área rural se livrem da pobreza.

Como disse Confúcio, o grande sábio chinês: "Um Estado não deve se preocupar com a escassez, mas com a desigualdade, não deve se preocupar com a pobreza, mas com a falta de segurança. Logo, igualdade sem pobreza, harmonia sem escassez, segurança sem instabilidade." Nesse espírito, a China está disposta a trabalhar com o Brasil e outros países para alcançar um crescimento inclusivo com os benefícios universais e construir uma economia mundial inovadora, interativa e inclusiva.

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