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O Embaixador Li Jinzhang publicou artigo sobre globalização
2017/04/12

No dia 12 de abril de 2017, o Embaixador Li Jinzhang publicou o artigo intitulado Promovendo Uma Globalização que Beneficia Todos no Correio Braziliense:

A economia mundial encontra-se numa encruzilhada enquanto se fortalece a retórica de protecionismo comercial e cresce a onda antiglobalização. As escolhas dos países vão determinar o rumo da economia global, se avançará em direção a uma maior abertura e inclusividade em prol de benefícios mútuos, ou se desviará para o isolacionismo, criando dificuldades para os demais.

A globalização é uma demanda intrínseca do progresso das forças produtivas da sociedade e um produto inevitável do avanço tecnológico. Além de contribuir para a prosperidade do comércio, a facilitação do investimento e o fluxo de pessoas, ela é fundamental para o crescimento saudável e equilibrado e para a redução da pobreza mundial. Há quem culpe a globalização pela desaceleração do crescimento da riqueza global e pelo aumento da desigualdade social. Não se pode negar que a globalização impacta a estrutura social existente e a distribuição dos benefícios, além de causar problemas reais como desequilíbrio de desenvolvimento e déficit em equidade. No entanto, como disse o presidente Xi Jinping, “adoptar o protecionismo é como se fosse fechar-se em um quarto escuro: ficam de fora o vento e a chuva, mas também a luz e o ar.” Para mitigar os efeitos negativos da globalização, é preciso reforçar a coordenação entre os países e melhorar a governança. À medida que se aumenta o tamanho do bolo, esforços deve-se fazer também para dividi-lo da melhor forma. Portanto, é hora de construir uma globalização inclusiva que favoreça a todos, em vez de recorrer ao protecionismo em detrimento do bem maior.

Ao mesmo tempo que prospera com a globalização econômica, a China também contribui para ela. Desde o início da política de Reforma e Abertura, a China já atraiu 1,7 trilhão de dólares em investimentos e investiu mais de 1,2 trilhão de dólares no exterior. Atualmente, a China já é exportador líquido de capital. O objetivo da China é criar acordos regionais de livre comércio com tratados abertos, transparentes e que beneficiem todas as partes, em vez de pequenos grupos exclusivos e fragmentados. Desde a crise financeira internacional, a China tem contribuido anualmente, em mais de 30% para o crescimento mundial.

Em termos de governança econômica global, a China defende um sistema aberto, cooperativo e compartilhado. Estamos empenhados em criar uma governança financeira equitativa e eficiente, um mecanismo aberto e transparente para o comércio e o investimento, uma política energética green e de baixo carbono, assim como um desenvolvimento global inclusivo, coordenado, inovador e dinâmico. Ao lançar a estratégia “Uma Rota, Um Cinturão” e criar o Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, a China demonstrou a firme vontade de promover a cooperação e a governança globais e compartilhar as oportunidades de desenvolvimento com a comunidade internacional.

Como as maiores nações em desenvolvimento dos hemisférios Oriental e Ocidental, a China e o Brasil assumem uma responsabilidade especial para uma economia mundial mais aberta. Neste ano, a 9ª Cúpula do BRICS terá lugar na China, e dará início a uma série de visitas de alto nível no âmbito bilateral. Aproveitando essa oportunidade, os dois países devem reforçar sua coordenação na governança global, promover a facilitação do comércio e investimento, combater firmemente o protecionismo e defender o sistema multinacional do comércio. Com o excelente início do Novo Banco de Desenvolvimento do BRICS, que fomenta nosso próprio crescimento, devemos levar adiante a reforma do sistema financeiro internacional e contribuir para enfrentar os desafios globais.

Diante de uma situação complexa e dos riscos da economia mundial, devemos fortalecer nossa confiança, olhar a tendência de globalização numa perspectiva de longo prazo e aprimorar o sistema de governança global. Assim, seremos capazes de levar a economia mundial a um novo patamar de desenvolvimento, mais aberto e inclusivo.

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