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Embaixador Li Jinzhang:Nova oportunidade para as cooperações sino-brasileiras
2017/03/28

No dia 27 de março de 2017, o embaixador Li Jinzhang publicou o artigo intitulado Nova oportunidade para as cooperações sino-brasileiras no jornal Diário Comércio Indústria:

 

Nestes dias, tiveram lugar em Beijing as sessões anuais da Assembleia Popular Nacional e da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, ocasião em que o primeiro-ministro Li Keqiang apresentou o relatório sobre o trabalho do governo, recordando os trabalhos feitos no ano passado e definindo metas para o desenvolvimento para este ano. Para os amigos brasileiros interessados em se atualizar da realidade chinesa, o documento é, sem dúvida, uma janela que permite entender o atual estágio de desenvolvimento da China e os rumos da evolução de sua política. As seguintes mensagens merecem uma atenção especial:

Primeiro, o crescimento da economia chinesa mantém-se estável com tendência de melhora, apresentando uma perpectiva promissora. Perante as dificuldades e os riscos nos planos doméstico e internacional, a China registrou um crescimento econômico de 6,7%, uma das taxas mais altas do mundo, e respondeu por mais de 30% do crescimento mundial. Com a meta de 6,5% em 2017, o governo chinês focará sua atenção no reajuste estrutural e na continuidade das reformas, dando um forte impulso ao desenvolvimento global.

Segundo, a China continuará aprofundando as reformas para melhorar a qualidade e a eficiência. Em 2016, houve esforços para promover reformas estruturais do lado da oferta, tendo como prioridades "cortar o excesso de capacidade produtiva, reduzir o estoque imobiliário, desalavancagem, baixar custos e reforçar as áreas deficientes". A produção de aço foi reduzida em 65 milhões de toneladas, a de carvão em 290 milhões de toneladas; a carga tributária das empresas foi aliviada em 570 bilhões de yuans e foram abolidos 165 trâmites que requeriam autorização administrativa. Neste ano, o governo chinês vai continuar com as reformas estruturais no lado da oferta e estimular ainda mais a vitalidade do mercado, criando novos motores para o desenvolvimento.

Terceiro, a China vai persistir na expansão da abertura para o exterior com vistas ao progresso comum. Numa circunstância internacional em que aumenta a retórica de isolacionismo e protecionismo, a China defende, firmemente, a cooperação econômica global, a liberalização do comércio e a facilitação do investimento. Atualmente, existem na China 11 zonas-piloto de livre comércio, contribuindo significativamente para a facilitação e a regulamentação do investimento estrangeiro no País. Com a iniciativa “Uma Rota, Uma Cinturão”, o investimento chinês no exterior conheceu um rápido crescimento, de maneira que alcançou US$ 170 bilhões em 2016, um aumento de 44,1%. Ao combater resolutamente o protecionismo comercial e defender uma economia mundial aberta, a China criará um ambiente de investimento mais aberto e justo mediante o relaxamento de acesso, tratando de maneira igualitária empresas nacionais e internacionais.

Novas oportunidades nascem desses novos traçados. À medida que se firmam como parceiros importantes, a China aprofunda as reformas e a abertura, enquanto o Brasil lança políticas para retomar o crescimento econômico. Tudo isso pode ensejar a criação de novos horizontes e forças motrizes para a cooperação bilateral, fazendo-a subir na cadeia de valor. O estoque de investimento chinês no Brasil é de cerca de US$ 40 bilhões, só em 2016 aumentou em US$ 10 bilhões, segundo estatísticas do lado brasileiro. Por quatro anos consecutivos, a China tem sido o maior comprador de produtos agrícolas do Brasil. No momento, a China está modernizando sua agricultura. O Brasil, por sua vez, possui um agronegócio bem desenvolvido com destacadas vantagens de escala. É promissora a cooperação bilateral no comércio de produtos agrícolas e na cooperação agroindustrial. Já no setor de infraestrutura, a implementação da estratégia “Uma Rota, Uma Cinturão” e da cooperação industrial internacional oferece muitas zonas de convergência com o Programa de Parceria de Investimento do Brasil. Haverá mais e mais oportunidades em projetos ferroviários, rodoviários, portuários e aeroportuários. Tenho a convicção de que, com os esforços conjuntos de ambos os governos, empresariados e sociedades, a China e o Brasil aproveitarão a chance para alcançar resultados mais tangíveis que beneficiarão os dois povos.

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